Nem todo problema de gestão se resolve trocando de sistema — mas há casos em que o sistema errado trava a operação inteira. Foi o ponto de partida deste projeto, conduzido pela ARVI Consultoria para um grupo de desenvolvimento imobiliário de Brasília, com múltiplos CNPJs.
O relato a seguir mostra, de forma anonimizada, como uma implantação bem conduzida do Conta Azul transformou um controle financeiro improvisado em uma operação com visão clara de resultado — por CNPJ, por obra, por unidade de negócio e por centro de custo.
Índice
1. O ponto de partida: um sistema que não rodava
O grupo atua no desenvolvimento imobiliário: adquire terrenos, desenvolve projetos, faz loteamentos, permutas e parcerias, e contrata construtoras para executar as obras. Não é uma construtora — e esse detalhe é decisivo. O sistema que utilizavam, voltado para construtoras, era complexo e não conversava com a realidade do negócio.
Na prática, a equipe havia tentado usar o sistema antigo antes da nossa chegada e não conseguiu. O controle financeiro acontecia à margem dele, de forma improvisada. Faltava o essencial: uma ferramenta simples, financeira e capaz de mostrar o resultado de cada empresa do grupo.
2. O desafio: enxergar o resultado por várias dimensões
A direção foi clara sobre o que precisava enxergar. O sistema teria de fornecer o resultado sob várias óticas ao mesmo tempo: por centro de custo (departamento), por obra, por unidade de negócio, por conta bancária e por CNPJ.
Esse era o verdadeiro desafio do projeto. Não bastava registrar entradas e saídas — era preciso que uma única base respondesse a várias perguntas de gestão sem gerar controles paralelos nem retrabalho.
3. A solução: implantar o Conta Azul do zero, pensado para os relatórios
A opção foi implantar o Conta Azul e cadastrar tudo do zero. Não houve migração do sistema antigo: o legado era complexo demais e pouco confiável, e recomeçar de forma limpa e personalizada garantia uma base coerente.
A palavra-chave da implantação foi intenção: cada cadastro — clientes, fornecedores, produtos e serviços, contratos de aluguel com cobrança automática, contas a pagar e a receber — foi estruturado pensando no relatório que precisaria sair no fim. Estruturar o começo pensando no fim é o que separa um sistema que apenas registra de um sistema que informa.
4. Plano de contas e centros de custo com tabelamento inteligente
Para entregar todas as visões pedidas pela direção, o coração do projeto foi o desenho do plano de contas e do plano de centros de custo. Utilizamos um tabelamento inteligente, combinando letras e números, de modo que cada lançamento carregasse, ao mesmo tempo, a sua natureza e as dimensões de análise — departamento, obra, unidade de negócio e CNPJ.
Com essa estrutura, a mesma informação passou a ser lida de vários ângulos sem duplicação. E, para levar o resultado à direção de forma clara, os dados do Conta Azul foram organizados em um BI, transformando os registros em painéis de decisão.
5. Treinamento e acompanhamento: a virada de chave da equipe
Implantar o sistema é metade do caminho; a outra metade é a equipe operar com segurança. Por isso, o projeto não terminou na configuração. Acompanhamos a equipe financeira na operação do dia a dia, corrigindo lançamentos, ajustando classificações, revisando conciliações e respondendo às dúvidas dos usuários.
Esse acompanhamento é o que transforma um sistema novo em rotina consolidada — e o que deixa um legado que permanece na empresa depois que a consultoria se encerra.
6. O resultado
O projeto durou cerca de oito meses: quatro de implantação e quatro de acompanhamento, entre 2024 e 2025. Ao final, o grupo passou a rodar o financeiro no Conta Azul com visão de resultado por CNPJ, obra, unidade de negócio e centro de custo — exatamente o que a direção pedia — e apoiado por painéis de BI.
Mais do que os números, ficou o reconhecimento da equipe. Nas palavras da coordenadora administrativa do grupo, em mensagem enviada à ARVI Consultoria ao fim do trabalho:
Compartilhar conhecimento é um ato de amor e sabedoria. Quem o faz com humildade e paixão é um farol que ilumina o caminho dos outros. Obrigada por ser luz e melhorar muito o nosso trabalho.
7. O que este case ensina
Três lições se repetem em projetos como este. Primeira: o sistema certo é o que se adapta ao negócio, não o contrário — um software poderoso, mas inadequado, atrapalha mais do que ajuda. Segunda: a qualidade da informação começa na estrutura, no plano de contas e nos centros de custo desenhados com intenção. Terceira: implantação sem acompanhamento não se sustenta; é o suporte à equipe que consolida o ganho.
A ARVI Consultoria atua exatamente nesse ponto: selecionar e implantar o sistema adequado, estruturar a informação para a gestão e preparar a equipe para operar com autonomia — ao lado da contabilidade da empresa, não no lugar dela.
Perguntas frequentes
Vocês migram os dados do sistema antigo?
Depende do caso. Quando o legado é confiável, a migração faz sentido. Neste projeto, optamos por cadastrar do zero, de forma personalizada, porque o sistema anterior era complexo e pouco confiável — e recomeçar garantiu uma base coerente com os relatórios desejados.
A ARVI Consultoria faz a contabilidade da empresa?
Não. A ARVI Consultoria atua como consultoria de implantação de sistemas e organização da informação, ao lado da contabilidade da empresa, que segue responsável pela escrituração e pelas obrigações.
Quanto tempo leva uma implantação como essa?
Varia com a complexidade. Neste case foram cerca de oito meses, incluindo o período de acompanhamento da equipe — que é parte essencial para o sistema virar rotina.
A ARVI Consultoria ajuda empresas a selecionar, implantar e estruturar o sistema de gestão adequado ao seu negócio, com a informação pensada para a decisão. Fale com a ARVI Consultoria e descubra como organizar a gestão da sua empresa.